Em 2013 estreava, sobre um forte hype, o Anime de Kill la kill que veio com a intenção de resgatar de forma bem agressiva o gênero nonsense no mundos dos animes. Logo em seguida foi criado um mangá baseado na animação com duração de três volumes que acaba de desembarcar no Brasil através do selo Ink da editora Jbc.
Antes de começar a falar sobre a estória deste primeiro volume, devo frisar alguns detalhes que me chamaram a atenção ao estar com o mangá em mãos.
Pelo que entendi sobre o selo "Ink" da Jbc, a ideia é conseguir trazer títulos diferenciados e novos com uma maior rapidez através desta nova iniciativa, mas não imaginava que o Kill la Kill viria com uma qualidade física baixa e com um valor um pouco elevado (13,90), está certo que existem páginas coloridas e as capas de dentro também, mas quando você manuseia o produto o conjunto não parece estar certo, sabe? Pelo menos os que consegui manusear, não se conseguia abrir direito as paginas, tinha um que a cola estava saindo, me lembrei da época do lançamento de Death Note que você abria o mangá e umas três páginas caiam. Por uma qualidade física baixa o valor deveria ser mais baixo, algo que ficasse condizente com o material entregue.
Sempre ao iniciar a leitura de um mangá, gosto de ler alguma observação que os autores geralmente deixam dentro da capa do mesmo, e se tratando de Kill la Kill a mensagem não me pareceu muito positiva porque o autor cita o medo de adaptar um anime cheio de extravagâncias para páginas de um mangá, ele torce para que a experiência de quem esteja lendo chegue perto dos que viram a animação, e isso já me deixou com um pé atrás...
A estória já começa sem pé nem cabeça e os personagens ficam o tempo todo explicando o grande conceito da narrativa, que explora dominação de território, ditadura militar e outras regras que ultrapassam o surreal. Quando durante a leitura você esta pronto a não levar nada no mangá a sério, eis que surgem conceitos de diferenças sociais e daí você fica na dúvida se por trás de todo aquele exagero existe realmente uma mensagem social colocada de forma proposital para os leitores refletirem. A protagonista faz o tipo durona e a sensualidade dela é explorada de maneira tosca, sem falar as piadas que não são muito engraçadas. A tradução e adaptação estão ótimas, a Jbc sempre consegue entregar neste sentido um ótimo trabalho, espero que nos próximos 2 últimos volumes a historia consiga melhorar e agradar mais os leitores, porque provavelmente a qualidade física do material não irá mudar.
Eu particularmente não indicaria o mangá, mas se você esta sem nada pra ler quando estiver no transporte, não se importa de pagar caro por um material de baixa qualidade física ou não se importa com uma pegada nonsense forte na estória, então fica a vontade e garanta já o seu Kill la Kill!











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